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Jornal Déjà vu: Pensa que ja viu? Impressão sua!

Depois dizem que a mídia não controla a opinião pública. A verdade é que hoje em dia a mídia tem um poder de influência quase tão grande ao que a Igreja tinha nos tempos antigos (com a pequena diferença que a mídia não caça ou queima aqueles que discordam dela). Basta reparar os assuntos que os jornais estão enfatizando.
Há alguns meses, não se falava em outra coisa senão na violência do Rio de Janeiro. Depois, o assunto virou aquele lunático que dirigiu não lembro quantos quilômetros na contra-mão até dar com o focinho num caminhão e morrer. No último mês, a celebridade foi o mosquito da dengue, que enterrou mais de 50 pessoas. Agora só se fala da pequena Isabella que foi jogada da janela do prédio onde foi visitar o pai.

Veja bem, não estou menosprezando os casos. Não somos ovos mas todos ficamos chocados com esses fatos, e justamente pela importância desses casos é que a mídia deveria ser menos sensacionalista e aproveitadora e fazer o jornalismo sério, e não apelativo. Vemos alguns “jornais”, como o da Record, que vão do início ao fim do programa falando de um único assunto. O apresentador insiste em falar as mesmas coisas repetidamente, mostrar as mesmas cenas repetidamente, e, vez ou outra, há uma entrevista. Tratam como se fosse o caso do ano. Se no dia seguinte acontecer algo marcante (de preferência uma tragédia), todos esquecerão a pequena Isabella.
O resultado é que, se nos ligarmos nesse tipo de jornalismo, no final do ano o caso que acharemos mais marcante será o último que foi transmitido. Não teremos uma opinião a respeito dos fatos, afinal, o que importa é a notícia mais atual, que dá audiência para as emissoras.

Não vou comentar o caso da garota. Foi marcante, revoltante, mas me abstenho de opinar. Tudo relacionado a isso já foi dito na TV. Milhões de vezes.

sexta-feira, 4 abril 2008 Posted by | Geral | Deixe um comentário